Chefia ou liderança? Qual a melhor alternativa para a sua empresa?

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Uma das questões mais discutidas no que diz respeito à gestão de empresas está relacionada à chefia versus liderança. Aparentemente sinônimos, esses conceitos diferem tanto em seu significado quanto na prática cotidiana. A chefia está relacionada a antigas organizações e, de certa forma, tem cedido lugar à liderança no ambiente corporativo.

Mas, para saber exatamente como age cada um desses perfis e como liderar uma equipe, é necessário compreender melhor esses termos. Além disso, o contexto econômico, as mudanças sociais e tecnológicas influenciam na transformação. Por isso, a seguir, você conhecerá melhor as características de chefes e líderes, como se deu a ascensão da liderança no contexto corporativo, e como equipes de sucesso têm trabalhado em termos de gestão.

  1. As principais características de um chefe

Comum há alguns anos, mas ainda presente em muitas empresas, o perfil do chefe revela alguns traços que o definem. Entre os principais está a imposição de tarefas aos seus subordinados de forma autoritária, sem espaço para discussões ou argumentação. O chefe atua como uma espécie de mandante das ações a serem executadas, dentro do tempo que ele deseja, sem saber se os prazos realmente são possíveis.

Devido ao estresse gerado na equipe diante da imposição de tarefas, tende a ser uma pessoa insensível e com pouca empatia pelo próximo. A figura de CEO que não expressa compaixão está fortemente enraizada no imaginário popular, mas apesar de sua glamorização, pode trazer consequências indesejáveis em longo prazo.

Uma chefia nesses moldes tende a dispersar as equipes ou manter apenas funcionários com um perfil similar ao do chefe – o que pode ser extremamente destrutivo, na medida em que os colaboradores facilmente desejarão sobrepujar essa figura de autoridade. Ou seja, em vez da construção de uma equipe integrada, o cenário dará espaço a uma disputa de poder que pode pôr em jogo o sucesso da empresa.

  1. As principais características de um líder

A ideia de liderança, que veio com força junto à geração Y, traz uma nova visão sobre gestão de organizações. Em vez de apenas servirem, os líderes desejam integrar projetos, evoluir junto a eles. Por isso, sua missão particular deve estar alinhada à missão da empresa. Uma liderança eficiente acredita no propósito do que faz – e esse comprometimento se reflete em como liderar uma equipe. Um líder delega atividades em vez de impor tarefas, atua mais de forma a organizar as atividades. Inclusive, uma de suas principais características é pôr a mão na massa junto aos colaboradores. Ele exerce a autoridade, mas de forma consentida. E como consegue alcançar esse nível? Por meio da escuta de sua equipe, do investimento nas relações interpessoais e da empatia pelos colaboradores.

A partir do momento em que constitui uma equipe, o líder tem confiança na capacidade dos colaboradores e valoriza o ponto de vista de cada um. A decisão final fica por sua conta, mas a solução foi construída em conjunto, de forma esclarecida e dialógica. Além disso, o líder exerce influência positiva junto à equipe justamente por conta de sua postura e de suas atitudes. Costuma-se dizer que os melhores exemplos se dão na prática, e aqui essa afirmativa se mostra precisa e coerente. Por se fazer de exemplo, um líder não precisa se impor como um chefe à moda antiga costuma fazer.

  1. Mudanças de contexto

O perfil das novas gerações tem influência direta na transformação dentro das empresas. Se a geração dos baby boomers (década de 1950) e a geração X (década de 1960/1970) buscava segurança em um trabalho, com carteira assinada, as gerações posteriores passaram a demandar mais realização pessoal no cotidiano.

Ou seja, um chefe autoritário diante dessas gerações não exercerá o poder que deseja. O engajamento é uma estratégia muito mais eficiente e visa integrar os profissionais ao trabalho mais profundamente. Entre as vantagens desse novo contexto está a incorporação de pessoas que exercem seu potencial de forma plena e empolgada. Já entre os pontos negativos, está a possibilidade mais acentuada de dispersão quando não há engajamento adequado.

  1. As vantagens da liderança em longo prazo

Optar pela liderança cria equipes muito mais coesas e engajadas. Quando um indivíduo é ouvido, valorizado e tem a possibilidade de usar todo seu potencial, tende a apresentar um retorno positivo. Um dos pontos principais para que essa relação seja produtiva já começa na hora da seleção dos colaboradores.

Uma liderança positiva pode influenciar de forma significativa, mas algumas características devem ser identificadas ainda no processo de seleção. Essa etapa fará toda a diferença na formação da equipe, pois apenas colaboradores que se identifiquem com os propósitos da empresas vão exercer potencial pleno nas atividades.

Nesse sentido, valorização e reconhecimento são aspectos fundamentais de como liderar uma equipe. Demandar uma nova postura sem o feedback adequado implica o risco de parecer uma imposição. Por isso, manter a escuta aberta e atenta às demandas da equipe, entender os dilemas e necessidades de cada profissional, deve fazer parte do cotidiano de um líder.

  1. Como fazer a transição e como liderar uma equipe?

Se uma empresa ainda usa o modelo de chefia em vez do perfil de liderança, um passo essencial é realizar um treinamento com os gestores para a internalização do conceito. Em termos de estratégia, a equipe passará a fazer muito mais parte do processo decisório, pois a liderança valoriza a escuta. Certamente haverá necessidade de ajustes que só se farão visíveis a partir da prática. Por isso, é preciso que tanto gestores como colaboradores estejam dispostos a ter certa flexibilidade nessa etapa transitória.

Uma das características mais exigidas dos colaboradores, atualmente, é a proatividade. Entretanto, esse posicionamento proativo é oprimido com a hierarquia rígida e verticalizada da chefia. Por isso, no início, será preciso estimular os colaboradores a serem mais participativos até que sintam-se à vontade para expor ideias. A mudança de mindset requer um processo contínuo e gradual, que exige planejamento de atividades – a exemplo das dinâmicas de brainstorming.

Saúde, Paz e Sucesso!!

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